terça-feira, 11 de setembro de 2012

11/set/12


11 de setembro de 2012.... há 11 anos, também em uma terça feira, o mundo assistia a um dos mais aterrorizantes episódios da história recente. Até hoje eu vejo as cenas na TV e ainda não acredito que aquilo realmente aconteceu. De anos pra cá, aquele episódio criou um magnetismo em mim e passei a ler tudo sobre o tema. O livro que mais gostei foi "Plano de Ataque" de Ivan Santanna (que estudou o caso durante 5 anos). O curioso é que tinha tudo para dar errado, os membros da Alquaeda estavam brigados entre si, etc... mas a "Operação Aviões" (como eles chamavam) até que foi bem-sucedida. O livro conta detalhes como os terroristas treinaram exaustivamente (com camelos) como matariam com um simples estilete as comissárias e pilotos, e derrubariam os aviões... o livro também transcreve as cartas que os terroristas deixaram para as namoradas, etc, etc, etc. Enfim, eu me interesso pelo tema, um livro para entender até onde pode ir o ser humano . . . Recomendo a leitura, embora esgotado nas melhores livraria do ramo (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=1602612&sid=01831919314830736685695739)

No dia 11 de setembro de 2011, eu era estagiário do BankBoston e estava no 11o. andar do Edifício GSP na Rua Líbero Badaró, centrão de São Paulo (acho que muitos aqui do Facebook também estavam lá naquele mesmo local).

Por fim, deixo aqui um curto, porém intenso, texto publicado agora cedo por Seth Godin sobre o tema... Naquela época não tinha Facebook nem Twitter. Já pensou se tivéssemos essas ferramentas? será que mais algumas vidas seriam salvas?

Link para o texto de Seth Godin: http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2012/09/memory-and-media.html

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Spoletaram...


por Bruno Mastrocolla*

Quem de nós nunca ficou irritado com um atendimento acelerado em um restaurante principalmente dos “Fast Foods”. Recentemente a galera do “Porta dos Fundos”  um canal de humor no Youtube e que eventualmente visita a página do Kibeloco, fez um video fazendo alusão a metodologia de atendimento dos cozinheiros do Spoleto. Em mais uma atuação sensacional, Fabio Porchat reproduziu quase que “ipsis litteris” o comportamento do encarregado da montagem dos pratos rede de fast food.  Poucos dias após a estreia, o vídeo atingiu mais de 1 milhão de views e caiu nas graças na galera da web.

A ideia de satirizar atendimento de empresas não é uma novidade, mas este episódio abriu algumas oportunidades de discussão a respeito de gerenciamento de crises de marcas em ambientes digitais. Alguns dias depois o Spoleto rapidamente agiu em uma nobre atitude ao invés de “acionar o jurídico”, decidiu contratar o mesmo ator para produzir um outro vídeo como se fosse uma “réplica” visando reforçar a ideia de presença da marca nos ambientes digitais.  No roteiro do vídeo a empresa tenta demonstrar a preocupação com o atendimento, colocando o cozinheiro na mesma situação mas agora sobre a presença de um supervisor/auditor de atendimento que constantemente fica dando feedback em relação a atitude do funcionário. Existem alguns pontos que podem aqui ser considerados:

  •           A atenção e pro atividade que a empresa demonstra ter nos ambientes digitais precisa ser valorizada como um ponto positivo.
  •           Ter a humildade de procurar os mesmos profissionais que criaram o buzz mesmo que cômico sobre a marca na internet, é ainda mais louvável.


Apesar de toda pro atividade, a empresa parece ter criado um roteiro um pouco tendencioso que tem como objetivo atribuir a culpa ao colaborador que está a frente do atendimento (no caso o cozinheiro), já que o representa em outras situações como se tivesse desistido do emprego e pedido demissão do restaurante. O atendente aparece em outros empregos como operador de telemarketing e operador de elevador, sempre com o mesmo mal humor e uma incontrolável impaciência. Em diversos momentos o durante esses outros empregos  o ex-cozinheiro cita palavras como “milho e ervilha” criando uma conexão com o episódio traumático inicial do Spoleto. No fim do vídeo o personagem volta ao papel de cozinheiro e mesmo sobre a supervisão do auditor de atendimento, demonstra praticamente a mesma impaciência, e o vídeo se encerra com a seguinte mensagem: “Isso jamais deve acontecer. Mas as vezes foge do nosso controle. Se foi mal atendido no Spoleto, conte pra gente e nos ajude a melhorar. Escreva para: sos@spoleto.com.br.


Não quero aqui gastar tempo discutindo se o roteiro é ou não tendencioso... mas sim alguns detalhes à respeito da decisão estratégica da marca da rede Spoleto. O ato de estar disposto a ouvir contribuições é condição ímpar para o crescimento das empresa atuais, agora fica a pergunta: Será que o mesmo público que consume vídeos desta natureza principalmente através das redes sociais, tem como hábito a utilização de ferramentas como email para contribuir com opiniões e percepções?

Recentes pesquisas mostram uma queda de até 59% na utilização de emails por jovens de 12 a  17 anos. Não queremos dizer aqui que foi um erro produzir um vídeo como resposta, e pior do que este erro foi oferecer um email como forma de contato. A intenção é refletir como as novas gerações costuma participar e contribuir de forma pública em suas redes, e não se “locomover” a um outro recurso disponível como o email com o objetivo de gastar um tempo e dividir em forma de redação percepções e opiniões em um lugar que não tenha características de um espaço de diálogo instantâneo. As estatísticas a respeito do comportamento de jovens na internet ainda nos oferece a segurança de que, assumir que podemos determinar os canais de colaboração da massa é um grande erro. Numa era de redes sociais e colaboração, as gerações contemporâneas que são conectadas ao extremo, se sentem cada vez mais responsáveis pela transparência e expressão de suas percepções e opiniões perante sua audiência. O mais interessante é que o fazem ainda como se fosse um serviço de utilidade publica, alertar ou sugerindo atitudes hábitos de consumo baseado em suas próprias experiências. Voltando agora ao caso Spoleto, talvez a resposta mais coerente segundo os hábitos do público presente na web, seria uma dinâmica participação muito mais viva, imediata, colaborativa como interação nas redes sociais do que simplesmente oferecer uma simples conta de email. 
Será que só porque as pessoas falam das marcas em suas timelines, podemos presumir que é possível determinar onde colaboram?

A resposta é não...

Eu dou minhas opiniões onde eu quiser e a marca pode usar como bem entender, mas desde que não tente dizer como tenho e onde eu tenho que colaborar. Simples assim.

E viajando aqui um pouco mais, imagina se o Spoleto resolve abraçar o conceito de Storytelling e cria uma identidade pra esse cozinheiro dando razões interessantes e lúdicas das razões da pressa??? Imagina poderiam até vender um boneco como souvenir. Mas isso é outra historia...

Abaixo os 2 vídeos do Spoleto:





* BrunoMastrocolla é  formado em Arquitetura e Urbanismo. Mestrando em Práticas de Consumo na ESPM. Pós Graduação em Administração de Empresas pela FGV , MBA em Gestão Financeira pela Fundação Dom Cabral e extensão em Marketing pela ESPM. Durante os  anos de 2007 e 2011 atuou como Coordenador de Redes Sociais e estratégias digitais do Grupo Santander, sendo o responsável pela iniciação do projeto de relacionamento social nas redes sociais. Entre seus projetos está a primeira Websérie produzida por uma empresa do setor financeiro o Conexões de Ideias. Recentemente decidiu interromper sua jornada coorporativa e de dedicar ao estudo dos relacionamentos nas redes e o consumo nos ambientes digitais. Atualmente além de pesquisador é docente do curso de graduação em Comunicação Social do UNASP.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

10 dicas matadoras para ter um currículo ANIMAL!


por @MarcosHiller

Deixo aqui 10 dicas matadoras no momento de montar um currículo. São dicas muito pessoais, ou seja, baseadas na minha percepção. Portanto, adote-as na montagem de seu currículo ou não.  Currículo é uma coisa muito pessoal e muito autoral.

Here we GO:

1)      A primeira seção de um bom currículo é DADOS PESSOAIS, onde deve contar seu nome topo do currículo. Não há necessidade de colocar o seu nome inteiro. Tente criar um nome mais curto e mais sonoro, apenas com o primeiro e ultimo nome. Por exemplo: meu nome completo é Marcos Roberto Hiller, eu uso apenas Marcos Hiller. O Ariclenes Martins criou um pseudômino mais sonoro: Lima Duarte. Pense nisso. Nome é tudo!
2)      Eu acho bacana inserir FOTO no currículo, desde que seja uma foto bem escolhida, bem tirada e bem iluminada.
3)      Coloque no seu CV o link para suas redes sociais e seu blog. Isso pega bem hoje em dia!!! (desde que não tenha nada te lhe comprometa nessas redes logicamente...)
4)      Deixe muito bem claro seu "objetivo profissional" e da forma mais “recortada” possível, mais delimitada possível, por exemplo: “Gerente de Marketing Sênior – indústria farmacêutica”
5)      Na seção de “Qualificações Profissionais” você deve descrever em alguns tópicos o que de melhor você fez na sua carreira até hoje, ou seja, quais foram seus melhores momentos na carreira? de forma sucinta e de preferência quantificando com percentuais, por exemplo: “no mês de outubro de 2010, atuei no projeto XPTO onde reduzimos em 25% os gastos operacionais da empresa”
6)      Não coloque apenas o nome das instituições de ensino que você estudou, coloque também o logotipo das escolas. Vá no Google Imagens e baixe. Fica bonito, fica diferente.
7)      No momento de falar suas experiências profissionais, mesma coisa. Coloque o logo das empresas, fica visualmente muito mais impactante.
8)      Você tem vídeos seus no YouTube falando de sua experiência? Produza um vídeo com um celular que filma em HD, hospede no YouTube e coloque o link para as pessoas assistirem.
9)      Ao final, o seu currículo não deve passar de 2 páginas. Use espaçamento 1,5 entre as linhas e vá nas fontes clássicas mesmo (Arial, Tahoma, Verdana) e tamanho 12 está ótimo.
10)   Ao final, salve o seu currículo com o nome do “objetivo” que você colocou no começo, por exemplo: o meu ficaria assim: “Gerente de Marketing Sênior – indústria farmacêutica – Marcos Hiller.DOC” ou melhor ainnda salve em PDF, pois o ícone fica vermelho (mais chamativo) e reduz o tamanho do arquivo, já que vc inseriu várias imagens.

Mando aqui a imagem de modelo genérico para que sirva de referência para vocês.
Caso queira esse arquivo em PPT me mande um email no hiller78@yahoo.com.br solicitando.

Boa sorte!

FRENTE:



VERSO:


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Dia 23 de agosto, os BRAND THINKERS vão conversar com Ricardo Guimarães da Thymus Branding


Os BRAND THINKERS, o grupo de pesquisa que eu fundei sobre o estudo da marca, volta em
grande estilo nesse 2º semestre. Nessa quinta-feira (dia 23/ago) vamos realizar uma visita THYMUS BRANDING para um bate-papo com o diretor-presidente Ricardo Guimarães. 

O espaço é limitado à apenas 30 pessoas, por isso caso a quantidade de interessados exceda esse limite termos que sortear. Está previsto para começar às 19hs em ponto. Gostaria que todos estivéssemos lá às 18:45hs pontualmente. Portanto, caso queira participar, envie um email com seu nome, email, cargo e empresa para hiller78@yahoo.com.br e confirmando que você consegue chegar nesse horário (18:45hs).

Ricardo Guimarães é presidente do Conselho do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e membro do Conselho do Instituto Razão Social. Profissional de comunicação, dirigiu sua própria agência de publicidade por vinte anos até fundar a Thymus Branding ( consultoria em marcas), da qual é diretor presidente. Sua carteira de clientes inclui, entre outros, o Banco Real ABN AMRO ,a HP, a Natura, a ALE Combustíveis, o Banco do Brasil, a Petrobras, a Suzano Bahia Sul, as Organizações Globo, a Revista Você S.A.,o canal GNT, a Editora Trip, o Instituto Ayrton Senna. É, também, colunista de revistas de comportamento e jornais de negócios, palestrante em eventos e professor convidado da FIA-USP para matéria de Branding.



DATA: 23 de agosto (quinta-feira)
HORA: às 18:45hs
LOCAL: Thymus Branding, Av. Brigadeiro Faria Lima, 2055 14º andar (esquina c/ a Gabriel Monteiro da Silva, sentido Pinheiros. Entrada do estacionamento pela própria Faria Lima no valor de R$ 15)

Marcos Hiller

terça-feira, 14 de agosto de 2012

London 2012 – A marca das Olimpíadas


por Lucas Bueno*

Sempre fui um apaixonado por Esportes e desde a adolescência me preparei para transformar essa paixão em profissão. Desde então fui traçando metas e objetivos que nos seus momentos ideias foram sendo cumpridos. Eis que 2012 chegou e pude enfim acompanhar minha primeira Olimpíada como profissional e o melhor de tudo in loco! Com um olhar ainda apaixonado, porém imparcial parti para Londres com uma missão muito clara, mapear as melhores práticas de branding, BTL, ATL e operações para futuramente compartilhá-las com clientes e futuros profissionais, mas a pedido do Hiller me atentarei e dividir minha percepção sobre branding durante os jogos e sob essa perspectiva só posso dizer que London 2012 foi a grande marca, superando de longe Visa, Adidas, P&G , entre outras que também fizeram um grande trabalho.

No entanto, London 2012, mostrou que o Branding de fato só funciona com um pensamento de longo prazo. Seguindo à risca o modelo de Keller de  Identidade, Significado, Respostas e Relacionamentos, a preocupação com a marca teve inicio ainda na candidatura da cidade para sediar o maior evento esportivo do mundo. Resumidamente, na época a grande favorita era a cidade de Paris, porém Londres com um plano consistente de Branding trouxe até o COI a seguinte “mensagem” – London 2012 Inspire a Generation! – e a partir daí entrou de vez pela briga para ser sede.  A história completa pode ser encontrada no livro The Race for the 2012 Olympics.

Então, já a partir da cerimônia de abertura dos jogos, a confirmação que o trabalho de gestão de marcas seria perfeito, pois quebrando o protocolo de acendimento da tocha olímpica, no qual um grande atleta do país sede fica responsável e tem a honra de fazê-lo, London 2012 deixou a responsabilidade e a honra para os futuros campeões, a nova geração do esporte britânico, coletivamente representada por jovens atletas. A restrição de exploração de propriedades visuais por parte dos patrocinadores facilitou o trabalho, todas as arenas eram “limpas” e as tradicionais placas de publicidade eram exclusivas “London 2012 inspire a generation”. Uniformes dos voluntários, placas sinalizadores de acesso, mapas de orientações nas estações de metrô, produtos licenciados, lojas próprias, comunicação visual em todos os bairros principais avenidas da cidade e até mesmo nos comunicados no sistema de som das arenas. O trabalho de marca apareceu até na cerimônia de encerramento quando a organização resgatou grandes ídolos da música britânica e trouxe a mensagem de que os jogos foram apenas a primeira etapa de um futuro promissor e com grande legado. Ao final dos jogos, apesar de todas as dúvidas, 62% da população ficou satisfeita e acredita que os investimentos foram bem feitos. Poderia avaliar mais profundamente e dizer como o sucesso no quadro de medalhas contribuiu no branding assim como as arenas temporárias, urbanização, treinamento de voluntários e até mesmo o fato do sistema público de transporte não ter entrado em colapso. Enfim digo tranquilamente a vocês que London 2012 foi a grande marca dos Jogos.


*Lucas Bueno esteve nas Olimpíadas de Londres 2012, é especialista em marketing esportivo e hoje trabalha na Agência Manga em SP. Atuou como Brand Ambassador da PUMA no Brasil e foi PRS/Trade Marketing Country Manager da marca. Ao longo dos últimos anos atuou ativamente no processo de reestruturação da operação brasileira da marca alemã, realizou a start up da Touch Sports atendendo cliente como Central Nacional Unimed, Vale do Rio Doce, KVA Alimentos, Alfameq, Órion Laboratório, entre outros. Formado em Esporte pela Universidade Estadual de Londrina e Universidade Técnica de Lisboa, possui MBA em Gestão e Marketing Esportivo pela Trevisan Escola de Negócios e MBA em Marketing pela FIA-USP.

Nesse ecossistema digital que vivemos, o lema é: capacite-se!


por @marcoshiller

Eu moro sozinho. Mas quando chego em casa todas às noites, vou comer alguma coisa, ligo minha televisão e faço log in no meu Facebook. Como um passe de mágica: eu não estou mais sozinho. Estou fazendo parte da vida e da intimidade de outras pessoas. Nesse momento, a solidão não existe mais. É o que acontece com boa parte das pessoas hoje em dia. Vivemos em um mundo hiperconectado. Vive-se hoje rodeado por telas, é a tela do smartphone, da TV, do iPod, do GPS, do iPad, do relógio. E a tendência é que tudo isso se torne uma única tela, pelo menos quando estamos em casa. Aqui na minha humilde residência por exemplo, já tenho a minha Apple TV (paguei 99 dólares) e que me permite acessar YouTube, ver fotos do meu celular, tudo por meio da tela de minha TV LG de 40 polegadas. Genial!

Um grande pesquisador contemporâneo, Nestór Garcia Canclini, diz que nas redes sociais evidencia-se até mesmo fenômenos de autismo e desconexão social, devido às pessoas preferirem antes ficar na frente da tela do que relacionar-se com interlocutores em lugares fisicamente localizados. Sou obrigado a concordar carinhosamente com o pensador argentino. E é exatamente assim que nos comportamos às vezes. Hoje em dia quando saio para jantar com minha namorada, a primeira coisa que ela faz e pedir meu celular e guardar na bolsa dela, porque senão ela diz que eu não interajo e não curto aquele momento a dois. E ela está coberta de razão! Eu dou meu celular a ela gentilmente (com o modo silencioso devidamente ativado). Ela diz que eu tenho mania de dar check-in no Foursquare em tudo que é canto, na rua, no Starbucks, na padaria, e até na casinha do cachorro. Check in no Ráscal é bacana. Mas check-in no Habib’s, não é. Check in no novo Shopping JK Iguatemi, show de bola. No Shopping Metrô Itaquera, nem pensar! A sensação é que as pessoas gostam de demarcar território apenas em lugares chiques. No aeroporto é cool, o cara é viajado. Na rodoviária, não! Ele é classe C. Será que é assim que funciona?

Os celulares nasceram, comercialmente falando aqui no Brasil, há cerca de 15 anos e eram gigantes, pesados e feios. Com o tempo, foram reduzindo de tamanho e ficando mais finos. Curiosamente, hoje em dia, estão voltando a crescer de novo, com telas cada vez maiores e mais nítidas. Senhores engenheiros e designer, o limite é o tamanho do bolso da minha calça jeans ok? Os celulares colam ao nosso corpo como um elemento a mais de nossa indumentária. A corporabilidade abriga as novas tecnologias. O fato de eu estar conectado o tempo todo não significa que estou interagindo o tempo todo. Conectividade não é sinônimo de interatividade. E nesse universo, muito mais importante do que estarmos simplesmente presentes nas atraentes e viciantes redes sociais, é preciso saber o que fazer lá, saber estar presente de forma relevante e coerente. Autores importante hoje em dia se debruçam em todas essas questões. O fato é que temos que criar uma estratégia de como se comportar nessa nova arena online, nesse novo ecossistema digital. Por mais que sejamos atores-sociais na nossa vida, não dá para separar mundo online do mundo offline. Somos um só.

Redes Sociais é um assunto novo, magnético e muito fértil. Atrai gente de tudo que é tipo. No meu email por dia chegam dezenas de mensagens me convidando para eventos, cursos, palestras, simpósios, oficinas e lançamentos de livros sobre mundo digital, redes sociais e afins. Confesso que deleto a maioria sem abrir, pelo simples motivo de não conseguir decodificar todo esse excesso de conteúdos. Tem muita gente surfando nessa onda. Gente boa e gente fraca. Cabe a nós sermos criteriosos ao extremo e olharmos a fundo quem está dando o curso, quem é o blogueiro, quem assina o videocast. A internet permite que as pessoas escrevam o que quiser a bel-prazer. Take care! Analise minimamente a bagagem acadêmica de quem você tá lendo, de quem você assiste, de quem você ouve. Leia bons livros, procure autores com “pedigree”, e não simples aventureiros do Facebook. Quer dicar de bons autores? Então vamos lá! Afinal tem muito gente fera no mundo hoje debruçada em entender a fundo todas essas questões: 

- Sherry Turkle, pesquisadora do MIT, escreveu “Alone Together” e “Life on the Screen” (assista ela no TED Talks e veja com que lucidez que ela analisa o impacto dessas novas tecnologias na vida das pessoas: https://www.youtube.com/watch?v=t7Xr3AsBEK4). 
- Erick Felinto, super pesquisador da UERJ que estuda a cibercultura (aqui o blog do Erick: http://poshumano.wordpress.com/). 
- Dê uma olhada no grupo Socio Tramas, formado por pesquisadores do Mestrado da PUC e liderado pela diva da semiótica Lucia Santaella (aqui o link: http://sociotramas.wordpress.com/). 
- Conhece o blog de Seth Godin, um dos maiores pensadores de marketing da contemporaneidade (acesse aqui e assine para receber a inspiradora newsletter que ele manda todo dia no nosso email: http://www.sethgodin.com/sg/.)

Quer se capacitar? Então procure bom cursos, como por exemplo o inédito MBA em Marketing, Consumo e Mídia Online que esse que vos escreve está coordenando na Trevisan Escola de Negócios aqui em São Paulo. O curso conta com um corpo docente de elite, com excelente bagagem acadêmica e com o pé no mercado digital. Montei uma proposta metodológica exclusiva, com um repertório teórico contundente, cases de mercado e com visita técnicas programadas em agências digitais e grandes agências de publicidade. No cardápio de disciplinas, alguns temas mais ligados a ciências sociais como Sociologia e Antropologia do Consumo, Semiótica e Pós-Modernidade; outros mais técnicos do mundo web: Redação Web, Google Analytics, SEO/SEM; e outros assuntos mais avançados como: Gestão de Reputação de Marca, Guerrilha Digital, Ativação de Eventos com foco em digital. Aqui está o link onde você poderá ter acesso a todas as informações do curso: http://trevisan.edu.br/posgraduacao/1783/mba-em-marketing-midia-e-consumo-on-line


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Londres colocou o sarrafo lá cima, mas vamos dar conta do recado.


por @marcoshiller

As duas semanas rápidas e intensas dos Jogos Olímpicos de Londres se foram. O que fica na nossa memória são os momentos inesquecíveis, as performances de Usain Bolt, as medalhas de ouro do Brasil, as nossas pratas doloridas, entre outros inúmeros momentos que nos emocionaram. Agora a bola está com o Brasil, melhor ainda, a tocha está com o Rio de Janeiro. E olha que a responsabilidade se tornou ainda maior, pois Londres elevou a barra, colocou o sarrafo lá em cima mostrando nos jogos e nas cerimônias de abertura e de encerramento toda a magia, elegância e seriedade dos ingleses. Justo eles, que são simbolizados pelo mundo como um povo meio frio, com uma gastronomia pouco convincente e um céu sempre nublado. O que vimos nessas últimas suas semanas não foi nada disso, muito pelo contrário, por meio de performances de The Who, Paul McCartney, George Michael e Annie Lennox, eles mostraram ao planeta o quanto rica é a cultura pop da Grã-Bretanha. E deram show também no quadro de medalhas (terminaram em terceiro).

Agora cabem aos brasileiros e cariocas provarem que saberão fazer bonito também, pois o céu aqui é de brigadeiro, o povo é alegre e a gastronomia tem torresmo e cerveja trincando no copo americano. Quando Eduardo Paes ontem recebeu a bandeira olímpica, os comentários dos brasileiros no Twitter eram norteados por um certo frio na barriga, um sensação de medo de não fazer bem feito. Isso era refletido nos comentários em redes sociais. Um corrente de pessoas dizia que o Brasil seria bem esteriotipado no Rio 2016 por meio de cenografias de favelas, tucanos e araras voando pelo estádio olímpico, ao som de Michel Teló e mulatas sambando. E o gostoso couvert que vimos ontem mostrou que o Rio é algo a mais que apenas isso. A própria escolha do gari Renato Sorriso para abrir o “aperitivo” do Rio 2016 ontem já baixou a guarda dos críticos de plantão. O gari deu a largada na parte verde-amarela da festa e “ensinou” um gringo a dançar no palco. De forma sublime, ele simboliza impecavelmente o Brasil e o Rio de Janeiro: um homem do povo, negro, trabalhador, com um espontâneo sorriso no rosto e com samba no pé. Logo depois nada de Ivete Sangalo, Daniela Mercury ou Claudinha Leitte, vimos Marisa Monte entrando no palco representando Iemanjá e interpretando um trecho da Bachiana número 5, do genial maestro Villa Lobos. Os povos indígenas brasileiros também foram lembrados, com tambores e ciber-dançarinos espalhados pelo palco. Em seguida BNegão, da banda Black Alien, representou o Maracatu Atômico de Chico Science, e com a participação da bela Alessandra Ambrósio. Seu Jorge pegou o bastão do revezamento e interpretou “Nem vem que não tem”, letra de Carlos Imperial imortalizada na voz de Wilson Simonal. Para fechar com chave de ouro, o atleta do século Pelé distribuía abraços, enquanto Marisa Monte cantava com seu Jorge "Aquele abraço", de Gilberto Gil. 

Depois do que vimos ontem, se algum atleta brasileiro ainda estava na dúvida se tentaria ou não os jogos olímpicos Rio 2016, as dúvidas não existem mais. Todo mundo vai querer fazer parte dessa festa. A marca Brasil não poderia ter sido melhor representada do que ontem. Em recente pesquisa feita, perguntaram para diversas pessoas do resto do mundo uma palavra que representasse o Brasil, e logicamente a palavra que venceu foi: alegria. O que vimos ontem foi um gostinho de nossa cultura e o que o Brasil tem de melhor. Temos inúmeros defeitos, mas nossas virtudes falaram mais alto. Falem o que quiser, mas esse é o Brasil que temos para mostrar. E quem não arrepiou ontem, que atire o primeiro bolinho de carne-seca.