quarta-feira, 20 de março de 2013

The Brand Thinkers 2013 :: Encontro 2



Nosso segundo encontro de 2013 já tem data, hora, local e programação. Será nessa próxima sexta-feira à noite (22/mar), e temos um novo local para nossos debates: auditório da Escola São Paulo, localizada na Rua Augusta. Responda esse email confirmando sua presença.



Veja a programação:                                                                                                                                                     


:: 19hs ::
“Case HEINEKEN: o desafio do reposicionamento”


JULIANA RIBEIRO: Gerente de Marketing da Samsung. Foi Brand Manager da Heineken onde gerenciou um portfólio de marcas internacionais dentro da Heineken, entre elas a própria marca Heineken, Dos Equis, Amstel, Birra Moretti, entre outras. Formada em Propaganda e Marketing com Pós em Administração, Juliana reúne mais de 10 anos de experiência na área de marketing, em empresas como Heineken, Pepsico, Bacardi e atualmente na Samsung.






:: 20hs ::
“Case TODDYNHO: impacto do ambiente externo no discurso da marca”

ALEXANDRE SALVADOR: Mestrando em Marketing pela FEA/USP, onde também se formou em Administração de Empresas. Reúne especializações em Administração de Marketing, Gerenciamento de Produto, Fundamentos da Psicanálise e MBA Executivo. Alexandre Salvador possui uma carreira de 20 anos na área de Marketing de empresas multinacionais de bens de consumo como Ferrero e PepsiCo, com grande experiência em desenvolvimento de marcas e gestão de negócios.







Data:                   22 de março (sexta-feira)
Local:                 Escola São Paulo (Rua Augusta, 2239 / 10 min. caminhando do metrô Consolação)
Hora:                  das 19hs às 21hs
Inscrições:       envie um email para hiller78@yahoo.com.br



Marcos Hiller
Fundador dos Brand Thinkers
Siga os Brand Thinkers no Twitter https://twitter.com/brandthinkers


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O “espetáculo” das redes sociais


Por @MarcosHiller

Muito prazer, eu sou o @MarcosHiller. E não adianta. Estar em sites de redes sociais é uma exposição. Por mais que se tente adotar uma estratégia de se publicar um criterioso volume de conteúdo, com uma frequência baixa e com as devidas configurações do Facebook, por exemplo, me blindando de ser marcado em fotos ou comentário, não interessa. Despudoradamente, nessas mídias há uma exposição e, ao mesmo tempo, no ser humano, segundo a lúcida autora Paula Sibília, evidencia-se uma necessidade narcísica de estar no centro das atenções, em um contínuo “show do eu” que tem a intimidade e a obscenidade do cotidiano como seus maiores espetáculos. Nas redes sociais, por meio de performances individuais, pode-se modelar e modular diversas identidades de quem se desejar ser e como pretende ser percebido. O ponto é que, como já disse aqui na primeira linhas desse texto, há uma exposição. E como outras pessoas vão absorver, decodificar, digerir e reagir diante de um conteúdo qualquer é um fator absolutamente que foge de nosso controle.

Nesse sentido, há por exemplo o recém-lançado site “Namoro Fake” (http://namorofake.com.br/), que cria uma namorada de mentira apenas para o Facebook. Gastando-se apenas uma quantia de R$ 10, pode-se contratar uma “ficante”, ou seja: é criado um perfil fake que vai deixar três comentários ou posts no seu mural. Já contratar uma ex-namorada,  sai um poucos mais caro. E o perfil de “namorada” logicamente sai mais caro ainda. E para facilitar, o pagamento pode ser feito pela ferramenta Pag Seguro e dividido em até 12 vezes no cartão de crédito. Outro exemplo, no mínimo interessante, são sites ancorados em uma certa forma de eternidade que a web torna possível. Pelo menos, essa é a promessa que o site DeadSocial (http://deadsoci.al/) faz a seus usuários. Essa rede social propõe que se enviem mensagens de texto, imagens ou vídeos; e, também, que se recebam todos esses tipos de materiais provenientes de outras pessoas. Nada de muito novo até aqui, não fosse o fato de que a ideia neste caso é que tudo isso aconteça após a morte dos respectivos emissores. DeadSocial permite que qualquer um programe mensagens para o Facebook. Essas mensagens são ativadas logo depois que o usuário morre e podem ser enviadas por anos depois. A  DeadSocial  oferece a seus usuários é uma promessa de eternidade.

Na era do espetáculo  e do culto ao corpo, gostaria de trazer para a nossa inquieta reflexão a atriz-social Gabriela Pugliesi, dona do blog (http://www.tips4life.com.br) e que tem feito relativo sucesso por meio de seu perfil no aplicativo de fotos Instagram. A blogueira está arrebanhando uma legião de seguidoras (sim, a maioria são mulheres, logicamente) por conta de uma estratégia de fotos e textos baseada no oferecimento de um profícuo cardápio que visa a aumentar a “qualidade de vida”. No momento que escrevo esse despretensioso texto, Gabi tem mais de 30 mil seguidores. E nas legendas das narcísicas fotos publicadas no Instagram evidencia-se nas entrelinhas um discurso norteado por um feroz julgamento que aponta indiretamente para aquelas usuárias que sucumbem no esforço de se enquadrar sob as coordenadas da boa forma. Especialmente no Brasil, é relativamente compreensível o sucesso do site da moça pois, de acordo com as pesquisas da antropóloga Mirian Goldenberg, o corpo humano se apresenta como “um verdadeiro capital físico, simbólico, econômico e social”. Nesse sentido, mesmo tendo à sua disposição um poderoso arsenal, fornecido aparentemente de forma gratuita por marcas de roupas e alimentos funcionais, Pugliesi apresenta o tempo todo técnicas e dicas de como cultuar os corpos humanos desencantados de suas potências simbólicas para além de uma simples boa aparência. E tudo com uma retórica especializada em garantir as mais desvairadas certezas. Inevitavelmente, cria-se nas suas seguidoras uma auto-intensa vigilância.

O fato é que o ecossistema digital que habitamos hoje é um solo fértil. De lá, brotam ideias, inovações, insights e novos formatos de se comunicar. E a explosão das mídias digitais provoca fenômenos que potencializam a bel-prazer as mais diversas estratégias de se tentar construir a tão almejada reputação, vis-à-vis os três exemplos que citei nesse texto.

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

The Brand Thinkers 2013


Nosso grupo de debate volta com tudo nesse ano de 2013. Após as produtivas reuniões que tivemos no ano passado, nosso grupo foi aumentando e ganhando identidade. E nesse ano, ele ainda está mais sólido e com novos nomes de prestígio para vir conversar conosco. O amálgama que nos une ainda é o estudo da MARCA e entender ainda mais a fundo esse ativo intangível e com riqueza de significado.

Veja abaixo a programação desse primeiro semestre. Já anote as datas na agenda.
Envie um EMAIL para hiller78@yahoo.com.br solicitando a sua inscrição no nosso ENCONTRO 1 que acontece no próximo sábado (pós-carnaval) dia 16 de fevereiro pela manhã.

O local de nossos encontros é o mesmo:
TREVISAN ESCOLA DE NEGÓCIOS (Av Tiradentes, 998 :: estação Armênia do metrô)



@MarcosHiller
Fundador dos Brand Thinkers

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16 FEV  sábado


10hs
“Expressividades marcárias da Hermès"


Com JANIENE SANTOS: publicitária, com experiência em marketing e desenvolvimento de produtos, é especialista em Gestão do Design, mestre e doutoranda pela ECA-USP. É pesquisadora do GESC³ , Grupo de estudos em Semiótica, Comunicação, Cultura e Consumo e participa da equipe que realiza a s pesquisas do Observatório de Tendências da Ipsos. Realiza  trend scout para agências e empresas de diversos segmentos. É docente e uma das coordenadoras do Instituto Europeu de Design (IED) de São Paulo. É também professora do curso de especialização lato sensu "Estética e Gestão da Moda", oferecido pela ECA/USP



11hs
“Afinal, o que é Place Branding?”


Com DAYLTON ALMEIDA: Diretor de Branding da DIA Comunicação. É formado em Desenho Industrial pela FAAP, com Pós em Design pelo SENAC, e MBA em Branding - Gestão de Marcas pelas Faculdades Integradas Rio Branco, com módulo internacional na School of Engineering and Design - Brunel University West London. Foi jurado de importantes prêmios das áreas de design, ponto de venda e embalagem. Escreve artigos e dá palestras sobre Branding, Place Branding e Estratégia de Marcas para os seguintes meios de comunicação de marketing como Jornal Prop Mark e site Mundo do Marketing. É membro do Comitê de Design Estratégico da ABRE e da Association for Place Branding and Public Diplomacy em Berlim. Desenvolveu projetos de Design e Branding para a Affero, Coca-Cola Brasil, Coelce, Endesa Brasil, Santander, Santander Van Gogh, Unimed-Rio, entre outros.







22 MAR  sexta


“Cases de Branding”


Com JULIANA RIBEIRO: Gerente de Marketing Sr da SAMSUNG, reúne passagens pela HEINEKEN, BACARDI e PEPSICO.













13 ABR   sábado



“Marcas que querem ser amadas não merecem seu amor”


Com RENE DE PAULA JR: Diretor da start-up Appies, está no mercado interativo desde antes dele virar mercado, e nesses dezesseis dog years já trabalhou de todos os lados do balcão: agências (CUBOCC, AgênciaClick, Wunderman), gigantes como Microsoft, Sony, Yahoo e também infra-estrutura (Locaweb). René é presença atuante e vocal até demais em eventos e debates e social media e vem produzindo sem cessar artigos e videos e entrevistas sobre as contradições do mundo digital.





“Branded Content”

Com LARISSA MAGRISSO: Gerente de Conteúdo e Social Media da W3haus - Jornalista formada pela UFRGS, gerencia a equipe que cria estratégias de conteúdo, social media e monitoramento para marcas como O Boticário, Bis, Sonho de Valsa, Lacta, Trakinas, Petrobras Distribuidora e Fila. Passou pelas redações do Portal Terra, onde coordenou a equipe de notícias e reportagem, e Zero Hora.








11 MAI  sábado



“Social Media para construir MARCA”

Com EDNEY SOUZA: VP of Publishers na boo-box, com cerca de 5 milhões de pageviews por mês no Interney.net e mais de 100 mil seguidores no Twitter. Um dos fundadores da primeira rede profissional de blogs do Brasil, o InterNey Blogs, e da Agência Polvora! Está no hall de curadores da Campus Party Brasil desde a segunda edição do evento. Atua também como co-curador do Social Media Labs do InterCon, coordenador do curso de Educação Executiva em Redes Sociais na Trevisan, Professor de Redes Socias na FGV e Ecommerce School e Diretor da ABRADi - Associação Brasileira das Agências Digitais.





“Os desafios do digital na era do mobile e do social"

Com MICHEL LENT: Diretor geral da Pereira & O'Dell no Brasil, é formado em design gráfico e mestre em telecomunicações interativas pela New York University. Pioneiro do mercado digital, começou sua carreira em 1995 na EuroRSCG de Nova York. Teve passagens pela Globo.com, DM9, 10'Minutos (sua agência), Ogilvy Brasil e Grupo.Mobi. Professor e palestrante, Lent é membro da Academia Internacional de Artes e Ciências Digitais (IADAS)  e foi premiado nos principais festivais mundiais de publicidade, incluindo Cannes, Clio e One Show. 


  




Veja quem mais virá conversar conosco ainda nesse ano, datas a confirmar....


RAPHA VASCONCELLOS
Diretor Criativo do Facebook








EDUARDO TOMIYA
Managing Director da BrandAnalytics







RICARDO SAPIRO
Sócio Diretor da Touch Branding. 
Ex- Regional VP de OMO Unilever








ALEXANDRE SALVADOR
Professor e Mestrando em Marketing pela FEA/USP. 
Possui uma carreira de 20 anos gerenciando MARCAS de empresas como Ferrero e PepsiCo.








quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Hopi Hari vai virar Disney?


por @MarcosHiller

Nunca foi tão forte o rumor que a Disney, um dos maiores impérios do entretenimento no planeta, estivesse em franca negociação para compra do parque Hopi Hari, na região de Vinhedo em São Paulo. Há pelo menos 3 anos, o assunto já é discutido amplamente, e um possível acordo para a compra do parque estaria para ser concretizado a qualquer momento. Para o Hopi Hari, que nos últimos anos sofreu sérias crises de imagem de marca, seria um alento esse suposto processo de renascimento do parque pela marca Disney. E nada melhor do que ser substituído por uma marca tão admirada como essa, e uma das mais valiosas do mundo, segundo o último ranking da Millward Brown.

O conceito original do Hopi Hari é fantástico. Um parque temático, com uma marca bem montada, com funcionários bem treinados, com um idioma próprio, brinquedos sensacionais e com outros vários detalhes fundamentais para construção consistente de uma marca. Perfeito! No entanto, após anos de operação, em fevereiro de 2012, o Hopi Hari sofreu uma de suas piores crises de imagem de marca. A morte da adolescente Gabriela Nichimura, após queda do 'La Tour Eiffel', fez com que o parque ficasse fechado por 22 dias. O Ministério Público denunciou 12 pessoas por homicídio culposo. Logo após o acidente, o parque permaneceu aberto, demonstrando total despreparo diante de uma situação gravíssima como aquela. A vítima foi atendida prontamente, mas infelizmente faleceu em seguida antes de chegar ao hospital em Jundiaí. O que vimos foi uma fatalidade e que impactou de forma contundente a marca Hopi Hari. Os números de visitação do parque sofreram quedas e outros parques como o “Beto Carrero World” em Santa Catarina receberam excelentes índices de visitação. Isso é um movimento meio natural das pessoas, assim como alguns turistas estão preferindo outras opções de roteiros românticos em vez de cruzeiros marítimos pelos mares mediterrâneos, em virtude do emblemático acidente marcado pelo “Vada a bordo, cazzo”, ouvido pelo comandante Francesco Schettino do navio de cruzeiro italiano.

Uma ação simples que o Hopi Hari poderia ter adotado após a morte da menina é a retirada do brinquedo “La Tour Eiffel” do parque. Sob a ótica de gestão de crise de marca, a permanência do enorme brinquedo protagonista do acidente fatal, só reacende o fato todas as vezes que se passa de carro diante no parque na Rodovia dos Bandeirantes em São Paulo. Mas no que tange ações digitais, ou o chamado SEO reverso, isso foi feito. O SEO (sigla da Search Engine Marketing) é o trabalho que se faz em um site para que ele apareça nos primeiros resultados da busca orgânica (não-paga) do Google. E o SEO reverso é o trabalho que se faz que um resultado específico saia das primeiras páginas do Google. No dia de hoje por exemplo, quase 1 ano depois do acidente fatal no parque, quando se digita o termo “Hopi Hari” o Google, o resultado com a notícia relatando o incidente já não está mais na primeira página do Google.

No dia 4 de julho do ano passado também, o Hopi Hari foi condenado pela Justiça do Trabalho de Jundiaí a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 500 mil por submeter trabalhadores a revista íntima e a revista de armários, bolsas e outros pertences. Em 2012 também o parque de diversões e a empresa GT Ultralights foram condenados pela Justiça do Trabalho a indenizar em R$ 1,5 milhão o esquiador norte-americano Ryan Mitchel Bergeron, por danos morais e materiais. O jovem, de 24 anos, perdeu o movimento das pernas ao bater a cabeça e fraturar a coluna durante um show de esqui aquático promovido por grupo especializado, em 2008. Ou seja, uma série de incidentes e que certamente trazem riscos de imagem gravíssimos a uma marca. E crises de imagem de marcas são como manchas de óleo no oceano, algumas são mais graves, outras menos graves. Mas o que vem acontecendo com a marca Hopi Hari nos últimos anos trata-se de uma mancha gigantesca. Incidentes como esses deixarão uma cicatriz profunda e eterna na marca Hopi Hari e que, se não bem estancada, pode causar um sangramento fatal da marca. Só o tempo e a habilidade dos gestores da marca Hopi Hari nos darão um diagnóstico. 

E nada melhor nesse momento nefrálgico do que uma das marcas mais amadas do planeta possivelmente aterrissar em Vinhedo para que todas essas manchas de óleo sejam instantaneamente limpadas do oceano. Para os olhos da Disney, nada mal ter um parque no Brasil, hoje a sétima economia do mundo, e a exemplo do que eles já fizeram levando filiais da Disney para a Europa e Japão. A Copa do Mundo do Mundo e as Olímpiadas já estão a caminho do Brasil, nos resta assistir de camarote se Mickey Mouse pretende vir também. Tomara!


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Eu quero um 2013 céu de brigadeiro!


por @MarcosHiller

2012: o ano que o Facebook arrebanhou 1 bilhão de usuários, o ano das Olimpíadas de Londres, o ano da obra-de-arte Avenida Brasil, ano que o Corinthians ganhou a Libertadores, ano que Barack Hussein Obama se reelegeu, e o ano que Gangnam Style dominou o topo de views no YouTube. 2012 foi ano de muito trabalho, ano de colocar muito projetos na rua, ano de errar, ano de aprender, ano de evoluir. Terminamos 2012 com o Brasil rankeado como 6ª economia do mundo. Fato histórico. Em 1998, no final do Governo FHC, éramos a 16ª. economia do mundo. Mas isso não significa céu de brigadeiro. Muito pelo contrário. Tem muita coisa a ser reparada, muitos números nos orgulham mas outros ainda nos envergonham. Cerca de apenas 12% de nossos jovens estão devidamente matriculados no ensino superior. Na Argentina esse índice chega a 50%, no Chile 60%, Europa e Estados Unidos batem 90%. O número de livros lidos per capita ao ano aqui na Argentina são 12 livros. No nosso Brasil varonil é 0,5% livro lido ao ano. Isso tem que mudar.

Terminamos 2012 exportando aviões, publicidade e soja. Mas também terminamos o ano com cerca de 25% de nossa população plenamente alfabetizada, ou seja, apenas ¼ de nosso povo sabe ler e interpretar um texto. E os 75% restantes de nossa população são analfabetos rudimentares ou sabem apenas ler o básico e escrever o nome. Educação ainda é o calcanhar de Aquiles de nosso país. No Maranhão, estado com um dos maiores índices de analfabetismo do país, temos 161 escolas que carregam o nome dos Sarneys.

Terminamos 2012 com cerca de 50% de nossa população acessando a Internet. Enquanto que um novela da Globo atinge (em um intervalo de um mês) mais de 160 milhões de espectadores. Internet no Brasil cresce à fórceps, tenta crescer, mas tem coisa que não ajuda: Internet no Brasil é muito cara e muito lenta, os anunciantes ainda são meio céticos na hora de investir em meios digitais. Na Argentina, de novo, aqui ao lado, eles possuem Wi-Fi de graça dentro do metrô. Aqui nem ar condicionado no metrô tem. Terminamos 2012 com cerca de 2 milhões de tablets vendidos, com 68% dos investimentos de publicidade destinado à TV aberta, com 12 milhões de assinantes de TV, e somos o segundo país com maior tempo de navegação do mundo. Cerca de 40 milhões de pessoas lêem blogs no Brasil, 13 milhões usam Twitter e 55 milhões usam Facebook (desses, 20 milhões usam na palma da mão).

Terminamos 2012 com cerca de 12% das verbas das empresas investidas em mídias digitais (banners, Google, Facebook, Twitter, etc) enquanto que a maioria da grana ainda está (e ficará por um bom tempo ainda) em mídias mais tradicionais como TV, Jornal e Revista. Infelizmente o impiedoso modelo de remuneração de agências de publicidade no Brasil (só no Brasil) previlegia o investimento em mídias convencionais. Cerca de 40% do faturamento de médias e grandes agências no Brasil vem do famoso percentual de 20% que recebe de grandes veículos . Na Europa já se investe mais no online do que no offline. Eles já perceberam "o jump of the cat" de se colocar a maioria verba no digital: investir no online é mais mensurável, mais sustentável, mais barato e mais envolvente.

Terminamos 2012 com boa parte de agências ainda incinerando os orçamentos de anunciantes em campanhas sem consistência e sem prezar pela construção efetiva de marca. Um dos últimos exemplos disso foi a marca de caminhonete que entrou no ar semanas atrás com a campanha do atolamento. Um filme feito para TV e que ganhou versão estendida na internet (juntamente com um pedido de compartilhamento no final do comercial). Dessa vez, o mote da campanha é o “trauma pós-atolamento”, visto como algo mais sério e abordado com clichês que lembram comerciais sobre disfunção erétil. Muito irreverente, muito bacaninha, muito comentado, mas na minha humilde percepção: isso não constrói marca. Mais que isso, constrói-se marca sim, mas para o líder da categoria. Compare essa campanha do atolamento com as demais campanhas da mesma marca nos últimos 5 anos. Não tem absolutamente nada a ver uma com a outra. Parecem marcas diferentes, e certamente deviam ser agências distintas. Isso gera troféu, prêmio e buzz no YouTube, não constrói marca. Desculpe.

Que 2013 seja melhor, que seja mais céu de brigadeiro do que foi 2012. Que 2013 seja ano de estudar mais, de trabalhar mais, de pensar mais fora da caixa. Que seja um ano cada vez menos 3.0 para algumas coisas e cada vez mais 1.0 para outras coisas. Marque mais cafés. Abrace mais. Leia mais livros. Procure ligar mais para dar parabéns aos seus amigos, em vez de uma conveniente e fria mensagenzinha no Facebook. 2013 é ano de Copa das Confederações. É ano de arrumar o país para a Copa do Mundo de 2014, o primeiro mundial onde poderemos assistir os jogos em 3D da poltrona de nossa casa. Até os uniformes das seleções estão sendo revistos, pensados e remodelados pra um melhor impacto do efeito 3D. Vem ni mim, 2013. Imagina a festa!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Curso Intensivo de BRANDING com @MarcosHiller



Entender MARCA no novo ambiente contemporâneo é um desafio atípico. Pesquisa de mercado ilumina cada vez menos nossas decisões. O consumidor troca de marca com mais frequência e com mais naturalidade. Todos nós estamos o tempo todo conectados, modelando e modulando a forma como queremos nos relacionar com pessoas e com marcas. O fato de eu comunicar não significa que meu público-alvo decodificou, muito menos que ele foi impactado. Fazer análise SWOT ou usar outros ferramentais de marketing estratégico não é mais suficiente, pois não sabemos de onde vem ameaça, não entendemos quais as nossas reais oportunidades, ter forças é cada vez mais difícil e nossas fraquezas estão cada vez mais expostas. 

O cenário é inédito. E nesse novo ecossistema não-linear e hesitante onde atuamos, compreender a fundo estratégias de MARCA torna-se um dos desafios mais vitais.



Vou promover um curso intensivo de BRANDING baseado nessas diretrizes acima. A ideia não é colocarmos o snorkel apenas, mas sim o cilindro de oxigênio e irmos a fundo nas discussões. Vamos promover um debate sobre como construir e gerenciar MARCAS no inquieto e turbulento ambiente contemporâneo.



Tópicos que vamos abordar:


- Cibercultura e Pós-Modernidade

- Marca, Posicionamento e Comunicação
- Gestão da Marca no Universo Digital
- Elementos da Marca
- Estratégias de Extensão da Marca
- Gestão Estratégica da Marca
- Tendências Globais de Construção de Marca
- Como montar um Plano de Branding

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Pra quem é o curso? estudantes, curiosos e profissionais que estejam desapontados com as performances de suas marcas e queiram aprofundar seus conhecimentos na área de branding.

Qual a META do curso? ao final, todos os alunos estarão aptos a construir um plano de branding efetivo e contundente. 





Local: Pto de Contato (Rua Augusta, 2690 - na laje da Galeria OuroFino - São Paulo/SP - no coração da Rua Augusta, o endereço do Pto de Contato Jardins é inspirador por si próprio).





Investimento:   

R$ 399,00 (até 3/junho)
R$ 449,00 (após 3/junho)


Dia e Hora:  


sábado, 22 de JUNHO - das 8hs às 17hs 


É de fora de São Paulo?
Para essa turma 7 haverá a modalidade à distância, mande email para hiller78@yahoo.com.br e obtenha mais informações.


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VAGAS LIMITADAS!


Almoço, Coffee-Breaks, Material de Apoio e Certificado inclusos.


Todos os inscritos ganharão um e-Book de meu livro: BRANDING A ARTE DE CONSTRUIR MARCAS





Inscrições: envie nome e celular para hiller78@yahoo.com.br




Prof. Marcos Hiller: Autor do livro BRANDING: A ARTE DE CONSTRUIR MARCAS. É coordenador do Novo MBA em Marketing, Consumo e Mídia Online da Trevisan Escola de Negócios, e do curso de Mídias Digitais da Escola São Paulo. Palestrante internacional nas áreas de Redes Sociais, Branding, Cibercultura e demais temas inquietantes desse novo ecossistema digital que habitamos. É mestrando em Comunicação e Práticas do Consumo pela ESPM, onde coordena todo o processo de comunicação digital do programa, e tem publicado diversos artigos em congressos nacionais e internacionais. Atua hoje como consultor na área de marcas e também como professor de diversos cursos de MBA e Pós-graduação pelo Brasil (FIA-USP, Business School-SP, Belas Artes). Reúne mais de 10 anos de experiência na indústria financeira, como Gerente de Marketing do BankBoston e como Coordenador de Comunicação do Grupo Santander Brasil. Formado em Marketing pela ESPM, tem especialização em Marketing de Serviços e um MBA em Gestão de Marcas, além de diversos cursos no Brasil e no exterior. É colunista do Olhar Digital, do site ADMINISTRADORES (o maior portal de administração e negócios do Brasil) e colabora com entrevistas e textos para veículos como Folha de S.Paulo, O Globo, Istoé Dinheiro e Record News

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Veja depoimentos de quem fez e aprovou o curso de BRANDING de Marcos Hiller:



"O aproveitamento do curso foi excelente. O professor Hiller sabe muito bem nos ajudar a construir um plano de gestão de marca e está alinhado aos mais avançados e recentes estudos sobre o assunto. O curso é uma maneira de se atualizar, bem como conhecer as ferramentas mais eficazes do branding contemporâneo".

Enrico Cardoso (aluno da turma 2) trabalha com storytelling para construção de marcas. Acredita que toda empresa tem uma única oportunidade de se transformar em uma grande marca: contando histórias.











“O curso intensivo de branding ministrado pelo Marcos Hiller foi muito proveitoso por vários motivos, pois nos permite parar por algum tempo e refletir sobre o poder e a força de um branding bem feito, em um ambiente descontraído e que favoreceu a troca de experiências. Além de gerar vários insigths que poderei utilizar no meu dia-a-dia. Os exemplos e cases apresentados foram muito ricos para ampliar o entendimento sobre gestão de marcas. Recomendo a todos que queiram "abrir" a mente para esta temática.”

Roberta Simões (aluna da turma 5) é Gerente de Marketing do Grupo UNIVIX (o maior grupo de ensino do Espírito Santo)