terça-feira, 26 de julho de 2011

20 super dicas antes de “brincar” de Redes Sociais

by @marcoshiller

  1. No twitter você pode personalizar suas comunicações junto ao seu público-alvo
  2. Enviar convites de seus eventos por meio do Facebook é um modo rápido, eficiente e impactante. Tente fazer e me fale.
  3. Use o Foursquare para fazer promoções para atrair consumidores. Mas faça uma promoção super simples, e prepare sua equipe de atendimento. Até como pronunciar corretamente “forscuér”
  4. Hospede no YouTube e no SlideShare absolutamente tudo que você fizer de RELEVANTE. Você será encontrado, e será acionado.
  5. Muito cuidado com o que você lê e retweeta. Ainda tem muita, mas muita bobagem sendo publicada na web.
  6. Quer se especializar e está em dúvida? Junto com o boom das redes sociais, novas profissões surgem a cada dia, como Analista de Redes Sociais , Gerente de Crises 2.0. Estude, se capacite, invista em bons cursos.
  7. Grandes instituições de ensino como a Fundação Getúlio Vargas estão lançando MBAs e Pós-MBA em Marketing Digital. Matricule-se! Esse aqui que vos escreve está no time de professores!
  8. Usar redes sociais como forma de comunicação de marca pode ser mais envolvente e mais contundente que mídias offline, desde que bem planejado, claro.
  9. Quer usar o Foursquare? Tenha critério para o check-ins. Dar check-in em casa por exemplo, nem pensar. A não ser que você deseja ser seqüestrado, rs!
  10. Não crie nas redes sociais uma atitude de marca que você não consiga entregar no mundo real.
  11. Quer brincar de redes sociais amanha cedo na sua empresa? Um pouco de bom senso, começar devagar e muita criatividade nunca são demais.
  12. Investir em propaganda tradicional está cada vez mais caro e impreciso. Vamos pras Redes Sociais!
  13. As redes sociais são um campo fértil e muito embrionário. Ou seja, cheio de oportunidades para crescimento e novas idéias.
  14. Investir em propaganda funciona cada vez menos e nossa capacidade de absorver mensagens está cada vez mais escassa. Let’s get Social Media?
  15. Quer usar redes sociais para envolver seus consumidores? Se prepare, leia bons livros, estude, se planeje. Dica: livros da @marthagabriel
  16. Muito cuidado com o que você posta no Twitter e no Facebook. Use cada plataforma com o seu devido critério de uso e de alcance.
  17. Ações de comunicação no mundo digital como um todo são mais facilmente rastreáveis
  18. Está com dúvida de como montar seu site? Opte pela simplicidade! Vai no feijão com arroz mesmo, que seu usuário vai adorar.
  19. Tudo ainda é novidade. Se alguém chegar para você e disser que é especialista em Redes Sociais, duvide e desconfie. Esse tipo de profissional ainda não existe. Estamos todos no mesmo barco, em um processo de aprendizagem mútua.
  20. Você é o que você compartilha!
Ah, por que coloquei esse cachorrrinho aqui? Apenas para atrair as pessoas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

As marcas mudam de mãos, mas não saem da mente dos consumidores




Por @marcoshiller

A tão comentada fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar aparentemente fracassou, pelo menos por enquanto. Na paralela, o gigante Walmart diz que não quer entrar no páreo pois pretende crescer “organicamente”. Logicamente uma estratégia de crescimento legítima, só que lenta.

Meio a essa discussão, a mais nova fusão que o Cade deu a benção nessa semana foi entre Sadia e Perdigão. Por um lado, trata-se de uma fusão contundente, pois duas empresas que surgiram literalmente no fundo do quintal de seus fundadores décadas atrás, hoje se juntam e formam a BRFoods, um dos maiores conglomerados da indústria alimentícia do planeta. Por outro lado, o “pedágio” que o Cade cobra para se assumir essa gigante musculatura no mercado é retirar temporariamente do mercado algumas marcas bastante famosas no mercado como mortadela Batavo. A suspensão aumenta para quatro anos no caso de salames e para cinco anos para a venda de lasanhas, pizzas congeladas e quibes. Já outras marcas infelizmente deverão ser vendidas como Tekitos, Patitas, Fiesta, Freski, Doriana e Delicata. Certamente Hypermarcas e JBS, que assumidamente arrebanham marcas pelo mercado, já devem estar bem de olho nesse movimento, e fazendo contas.

Essas marcas podem sumir do mercado ou podem mudar de mãos, mas ainda residirão nas mentes dos consumidores. Nesse momento me lembro de um acontecimento recente. Estava eu chegando em uma pequena cidade no interior de Goiás, e um cidadão ao ser perguntado por mim sobre quais bancos haviam na cidade, disse: “Aqui temos todos os bancos, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Bamerindus”. Veja que para o discreto morador da cidade o HSBC ainda é o Bamerindus, uma marca que não existe mais no mercado há mais de 1 uma década. A marca Bamerindus e a sua famosa Poupança Bamerindus são marcas tão fortes que ainda transitam no nosso dia-a-dia.

Outro exemplos famoso é o do creme dental Kolynos, que foi comprado pela Colgate Palmolive anos atrás. Com a determinação do Cade em suspender temporariamente a marca Kolynos, a Colgate agiu rápido e lançou a marca Sorriso. O que nem os mais pessimistas imaginavam aconteceu: a marca Sorriso deu super certo, e os fiéis consumidores da pasta de dente amarelinha migraram para Sorriso. Kolynos nem precisou ser relançada.

Por último, cito um exemplo que me ficou marcado na última edição do Big Brother Brasil na TV Globo. Uma das provas do líder foi patrocinada pelo “Meu Frango Assado”, novo produto da marca Knorr, que pertence à Unilever. Foi uma prova de resistência onde os brothers ficaram envolvidos por um invólucro plástico, assim como o novo produto da Knorr sugere à dona de casa envolver o seu frango assado para absorver melhor o novo tempo. No meio da madrugada, um dos brothers, na tentativa de “agradar” o anunciante Knorr/Unilever, começa a cantar um famoso jingle: “De Leste a Oeste, De Norte a Sul, A onda é a dança da Galinha Azul. Acontece que a Galinha Azul era a mascote da Maggi, que pertence à Nestlé (concorrente mundial da Unilever). O que podemos concluir são 3 coisas: 1) o consumidor confunde completamente as marcas, ele não sabe quem é dono de quem; 2) veja a força de uma mascote (a Galinha Azul não é mais usada pela Maggi/Nestlé há anos) e ainda reside na mente dos consumidores; 3) como é que um executivo de marketing que planeja uma ação dessas (e certamente não paga pouco) vai prever que o brother, com as melhor das intenções do mundo, vai com começar a cantar o jingle de seu principal concorrente.

Por essas e outras razões que esse mundo do marketing é tão fascinante. Mas o fato é que não gostaria de estar na pele desse executivo da Unilever na manhã seguinte para prestar esclarecimentos porque a ação não funcionou.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Comentário a respeito das coisas


por Joni Raugust*

Estava eu tentando levar minha pacata vidinha insignificante, à margem de chatices e pavonices, mal e mal me equilibrando entre o Yahoo, o LinkedIn e um Twitter mal sucedido, pois não consegui aprender uma utilidade para ele, quando minha filha foi estudar na Itália. Eis que, ao perceber q a mídia preferida dela era o Facebook, resolvi me filiar a essa corrente.

Rapidamente experimentei a força dessa mídia social e posso até dizer q minha vida mudou. Explicando melhor. Eu mantive o passo característico do ser masculino, que classifica e organiza o mundo racionalmente. Há uma teoria acadêmica q propõe q o cérebro do homem funciona com "escaninhos". São espécies de "gavetinhas" onde os assuntos estão guardados. Tem até um vídeo no Youtube onde um professor apresenta essa tese. Assim, para nós homens, o time de futebol tem uma gavetinha, a filha está em outra, a namorada em outra, minha mãe... Quando vamos tratar de um assunto, abrimos essa gaveta, discutimos a questão e, depois, guardamos de volta. Cuidadosamente, para não esbarrar nas outras gavetas. De maneira que, o Yahoo eu usava para enviar e receber emails, o LinkedIn para assuntos profissionais, o Facebook para socialização, o Youtube para vídeos e o Twitter, bem, o Twitter eu não consegui usar (acho q poucos conseguem escapar do "...chegando em ribeirão...", "...no show de pena branca e xavantinho...", "...pagando a conta no restaurante, o jantar foi soberbo...").

Isso funcionou bem dois ou tres meses. Até q veio um tal de "Branch out" e fodeu com tudo! Misturaram as minhas gavetas! A organização q eu tinha arquitetado foi por água abaixo. O profissional e o pessoal estão juntos. Agora estou tendo q pensar à maneira das mulheres. Tudo junto e misturado. Segundo a teoria a q me referi, o cérebro das mulheres funciona na base de "esquemas", com tudo conectado. As coisas tem o seu lugar específico mas estão integradas, não são separadas.

Para alguém q como eu estuda o comportamento dos consumidores, essa é uma mudança radical! Será q nós homens teremos q modificar nosso modo de pensar? Será isso a era de aquário? Não pára de pipocar mensagens do "Branch out" em minha caixa postal dizendo q mais e mais pessoas estão se afiliando ao meu "império"?! Já recebi até medalha de honra ao mérito?! E se for uma fraude? Sim, porque na ocasião em que preenchi meu perfil no FB eu errei a escolaridade. Percebi. Corrigi. E logo veio uma msg: "2 pessoas curtiram isso..." Como assim, se fiz isso tudo em menos de cinco segundos? A primeira vez q entrei no FB, depois de fazer meu perfil, também recebi outra msg: "um amigo lhe convida pra jogar truco". Fraude. Qualquer amigo meu sabe q não rola. E ainda tem um tal de "Badoo" q me diz q meus amigos estão respondento perguntas a meu respeito e eu nem imagino o q seja?! Estou em pânico. Olho para as msgs do Badoo (Badu é apelido de uma sobrinha, pô!) e tenho receio de entrar nisso e nunca mais sair... Aproveito, então, para pedir desculpas a todos os meus amigos q não respondi, não verifiquei ou não recomendei. E aos q ainda cometerei alguma gafe. I´m a caveman. Sem perder a ternura.

* Joni Raugust é pai da Nina, mestrando da FGV Rio e colorado marrento. Reúne passagens como executivo de marketing no Itaú, BankBoston, Coca-Cola e Nielsen. Pode ser facilmente encontrado em bares e livrarias do Leblon/RJ, e por meio do email: joni.raugust@yahoo.com.br



quarta-feira, 6 de julho de 2011

7 motivos para você não comprar um iPad 2


Por Gustavo De Vita*

Senhoras e senhores, habemus iPad 2 no Brasil! Correria, filas, euforia. O coração bate acelerado só de pensar em ter o inovador dispositivo nas mãos. Se há um camarada que eu admiro nesta vida é o Steve Jobs. Fundou a Apple, desenvolveu o conceito de mouse e navegação por janelas, foi enxotado da própria empresa, produziu o Toy Story e voltou triunfante para fazer de uma maçã, a marca mais valiosa do planeta.

Quando estive em Nova York há mais ou menos dois meses, confesso que fui mais um peregrino a empreender uma ávida busca ao iPad 2. Soho, 5th Avenue, 14th Street... Em cada loja que entrava o diálogo era sempre o mesmo:

- “Chegue mais cedo.”

- “Que horas?”

- “Antes.”

Esta maratona e frustração serviram para duas coisas: que eu pudesse ver muito em pouco tempo e que fizesse uma análise mais racional sobre a compra do iPad 2. Confira aqui minhas conclusões.

1 – USB e memória externa continuam de fora: a ausência da conexão padrão para periféricos é algo que pode irritar profundamente. Aí você pergunta: “Mas vem cá, o que é isso de periféricos?” Bem, imagine você viajando pelo mundo sem poder transferir suas fotos facilmente para o tablet. Ou ter todas as suas músicas num HD externo e não poder importar diretamente para sua biblioteca musical. É claro que podemos comprar um adaptador na Apple Store. Mas não será algo prático, nem barato.

2 – Não roda Flash: Ok! Concordo que os sites em Flash já estão um pouco ultrapassados. Mas o que é que nós, simples mortais, temos a ver com a briga da Apple com a Adobe? E se eu quiser jogar Super Mario Bros. Crossover no banheiro?

3 – iTunes: “Liberdade, liberdade! Abra as asas sobre nós. E que a voz da igualdade, seja sempre a nossa voz...” Tem gente que gosta, tem gente que odeia. Eu não tenho nada contra o iTunes. Mas até aí, amarrar a todos os usuários do iPad ao controvertido software musical, dá a impressão de ir mais além do que uma “venda casada”.

4 – Tamanho: Mais fino e mais leve, porém impossível de segurar com uma só mão. Pode ser que isso não seja importante para você. Porém, para os que buscam um dispositivo 100% portátil e fácil de levar, existem alternativas menores, mais leves ao iPad 2 e que cabem até no bolso de uma jaqueta. Como o Galaxy Tab ou Kindle.

5 – Não substitui um computador: Quando saiu o iPad 2 pensei: “vendo meu laptop e compro um”. Ledo engano. Há coisas que só o computador faz para você. Quer exemplos? Teclado físico é sempre mais cômodo para escrever um e-mail ou documentos mais extensos; Capacidade de armazenamento será sempre superior; Apesar de algumas apps alternativas, programas do tipo “office” ainda rodam melhor em hardwares mais robustos.

6 – O iPad 3 vem aí: A velocidade de inovação da Apple é tão grande que as chances de que já exista um protótipo (ou até versão final) de um novo iPad 3 são altíssimas. Para bater a concorrência rapidamente, a turma do Jobs sempre mantém uma carta na manga. Por exemplo: o iPad 2 ainda não traz a tela Retina, já presente no iPhone 4. Será por acaso que o primeiro iPad não vinha com câmara frontal?

7 – Preço: Os preços do iPad 2 no Brasil vão de R$ 1649,00 a R$ 2.599,00. Acho que depois da minha análise, deixo para você decidir se vale a compra.

Talvez você acabe preferindo uma passagem para Nova York ;)

(post publicado originalmente no OnSoftware, blog sobre tecnologia da Softonic Brasil)


* Gustavo De Vita é diretor de conteúdo do Softonic Brasil, vive há 6 anos em Barcelona, morre de saudades da comida da mamãe e de ver os jogos do Palmeiras com o papai. Pode ser facilmente encontrado no gustavo.devita@softonic.com

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quer crescer no mercado? Compre seu vizinho!


por @marcoshiller

Qual empresa não quer crescer no mercado? Quem não quer conquistar mais e mais consumidores? Qual companhia não quer agradar acionistas? Todo mundo, correto? Sim, só que o grande desafio é como fazer isso. E hoje em dia as empresas dispõem das mais diversas munições mercadológicas para se atingir essas ambições. Por exemplo: vamos crescer organicamente, vamos dobrar nossa equpe de vendedores, vamos pras ruas conquistas clientes, vamos acompanhar o crescimento vegetativo de um mercado qualquer, ou então vamos investir milhões em propaganda e aguardar o nossa loja encher.

No entanto, o que vemos de forma mais freqüentes de anos para cá é uma forma de crescer mais simples: comprar outras empresas. Nos últimos vinte anos, assistimos um gigante volume de fusões e aquisições de grandes marcas no mercado e o caso mais recente é a possível fusão do Carrefour com o Pão de Açúcar, que está prestes a se concretizar. Comprando outra marca é possível ganhar market share de forma menos cansativa e menos desgastante. Sobretudo, é uma forma cara de crescer, pois comprar outra empresa significa integração de sistemas, ruído com clientes leais à marca, implica em unir culturas organizacionais diferentes, e até mesmo resulta em um alto gasto trabalhista com possíveis demissões.

Em praticamente todos os segmentos de mercado percebemos esse movimento. Há 10 anos, a Unilever comprou a Kibon no Brasil, e mais recentemente comprou a Arisco. A Hypermarcas adotou uma estratégia mais arrojada que é comprar marcas mais antigas como Rastro, Avanço , Olla e Epocler. A gigante JBS comprou o Frigorífico Bertin, a Swift e a Friboi. E dessa forma, vão arrebanhando novos consumidores.

O segmento bancário merece uma atenção especial, pois nesse setor as fusões e aquisições de marcas ocorrem com uma freqüência acima da média. O Banco Nacional era uma marca de muito prestígio no segmento (patrocinava o clássico boné azul do piloto Ayrton Senna), e foi comprada pelo Unibanco que a eliminou do mercado. Mais recentemente o Banco Itaú comprou o mesmo Unibanco, e já concluiu o processo de morte da marca dos Moreira Salles. A saudosa marca BankBoston, que era uma das mais admiradas no segmento financeiro, foi engolida pelo Itaú. Vale lembrar que o Banco Itaú também já havia comprado o Banerj. O Banco Real (que já tinha comprado o Sudameris), também era uma marca super tradicional no setor bancário brasileiro, e acaba de ser abduzida pelos espanhóis do Santander, que por sua vez, já tinham absorvido a marca Banespa, Meridional, Noroeste e Bozano Simonsen. Essa é a dinâmica do mercado.

A razão desse extermínio súbito de marcas tão tradicionais e tão fortes é simples: operacional e financeiramente falando custa caro se manter duas marcas no mercado. São dois nomes, duas marcas, dois símbolos, dois slogans, dois posicionamentos, duas papelarias, duas equipes de gestão de marca, e tudo isso não custa pouco para a empresa compradora . É uma decisão mais sensata e mais inteligente (sob a ótica de custo) manter uma única marca no mercado. Por mais que trackings de pesquisa ainda possam perceber um forte elo do consumidor com a marca que será eliminada, ainda assim compensa mais, financeiramente falando, manter uma única marca. Resumo da ópera: quer crescer no mercado de forma rápida e que atenda à expectativa dos acionistas? Bota a mão no bolso, faça a sua oferta e compre teu vizinho.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

iPad 1, iPad 2, iPad 3 . . . iPad 17


Ao mesmo tempo que o mago Steve Jobs demite funcionários no elevador da Apple em Cupertino/Califónia, de lá são lançados novos gadgets e que causam um habitual frisson em todo o mundo. O mais recente filhote de Jobs é o iPad 2 e que chegou essa semana ao Brasil. Mal chegou e já não se encontra mais nas lojas. Produção não preparada para atender a feroz demanda, ou uma proposital lentidão para provocar ainda mais desejo. Eu fico com a segunda opção.

O iPad 2 é o filé mignon do novíssimo mercado de tablets. É item de desejo por uma boa parcela de consumidores. Em relação ao primeiro modelo, ele é mais leve, mais fino e mais rápido. No que diz respeito à design, encontra-se no estado da arte. Uma extrema atenção ao detalhes e tudo muito intuitivo. Nunca mexemos, mas parece que já sabemos onde as coisas estão. Todo produto da Apple é assim. O iPad 2 logicamente não possui manual de instruções, pois aprendemos a operá-lo sozinho. Mas se você é da geração X e gosta de ler manuais, sem problemas. Vá no site da Apple e baixe o PDF.

Os livros digitais e o mercado de e-Books crescem de forma avassaladora. A maior evidência disso é o pedido de falência da gigante Borders (simplesmente a segunda maior livraria dos Estados Unidos), e uma das grandes razões se deve ao fato deles não terem ido de forma tão agressiva para o segmento de e-Books. Os livros físicos estão com os dias contados. Livros físicos ocupam andares e mais andares de bibliotecas. Livros físicos são ecologicamente incorretos e pesam nas nossas mochilas. Os livros digitais não pesam nada, são mais facilmente compartilhados, são gostosos de ler e a natureza agradece.

A chegada do iPad 2 no Brasil mostra como a Apple, que dita a vanguarda tecnológica, gera uma rápida obsolescência de produtos. O iPad 1 que, até o ano passado, estava na crista da onda, hoje já é velho. Dentro de anos, será item de museu. Não me resta dúvidas que Steve Jobs e seu brilhante time de engenheiros e designers já estão com o iPad 3 pronto, e o iPad 4 já no protótipo, e o iPad 17 já idealizado. E cabe a nós consumidores, cada vez mais ávidos por engenhocas tecnológicas, sermos engolidos por esse tsunami de gadgets. A verdade é que eu não preciso de iPad 2, mas eu tenho que ter.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

“Garçom, traz a mais gelada!”


por Marcos Hiller

Quando o assunto é mercado de cerveja, reúna todo aquele conhecimento que se aprendeu na faculdade, os 4 Ps de marketing, promessa de marca, construção de posicionamento, etc e jogue fora. O processo de comunicação do segmento de cerveja hoje em dia é regido por uma ordem que não encontra facilmente nos livros de marketing. Hoje em dia, muito mais que tentar vender meros atributos racionais ou emocionais do produto, a comunicação de marcas de cerveja procura se basear em aspectos lúdicos, irracionais e até mesmo incompreensíveis.

Hoje ligamos e televisão e vemos Beto Barbosa cantando Adocica, ou então Sandy dançando em cima de balcão de bar ou então até duas “loiras” gringas da marca nordestina Proibida (sediada no município de Pindoretama/CE). Todas essas são formas são exemplos de como indústrias cervejeiras estão se utilizando de munição de marketing para se conectar aos seus consumidores. O que boa parte deles não sabe que: o ganho de market share no feroz mercado de cerveja depende de variáveis mais complexas e mais estratégicas como gestão disciplinada de força de vendas, capilaridade de pontos de distribuição, entre outros.

Vale a pena lembrarmos aqui o polêmico caso da cerveja Devassa que utilizou a, literalmente, devassa Paris Hilton no lançamento da marca. Há quem diga que no comercial de Paris Hilton, os executivos da Devassa propositalmente passaram do ponto na sensualidade do comercial, justamente para ser vetado pelo Conar, e com isso ganhar visibilidade e buzz marketing para a marca. E mais recentemente quem estrelou a campanha da marca foi a recatada filha de Xororó, que não bebe cerveja. Não adianta, market share de cerveja não decola assim.

No caso mais recente da marca Proibida, a estratégia de utilizar redes sociais foi um das principais formas encontrada pela empresa para concorrer com as gigantes do mercado. O que os executivos da empresa talvez não saibam é que cerca de 20% de nosso país apenas tem acesso a essas plataformas tecnológicas. Já o programa "Pânico na TV!", da Rede TV!, mesmo sendo patrocinado por uma marca de cerveja concorrente mostrou as loiras da Proibida por dez semanas no reality "As Tchecas do Brazil", sem saber que se tratava de uma campanha publicitária. O programa Pânico tomou conhecimento da armação pelo jornal Folha de S.Paulo. Não adianta, market share de cerveja não cresce assim. Eles poderiam ter pego uma parte dos R$ 60 milhões de reais que estão investindo na marca e destinar isso para comissão para equipe de vendedores. Certamente, o ponteiro de vendas da marca ficaria mais feliz.

Para entrar nesse mercado e disputar com gigantes como Ambev (simplesmente a maior cervejaria do mundo), ou Heineken, não basta ter um produto de qualidade, um sabor único ou um preço que o consumidor esteja disposto a pagar. Logicamente são variáveis importantes a serem analisadas, mas no fundo, no fundo, o que realmente conta é o processo de vendas e distribuição ou se preocupar com o hábito do bebedor de cerveja no bar, que se resume no: “Garçom, traz a mais gelada!”.